BRF é condenada em R$ 1 milhão por trabalho degradante

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A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar R$ 1 milhão em indenização por manter pessoas em condições degradantes de trabalho, numa fazenda de sua propriedade no Paraná.

A decisão é do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 9ª Região. A BRF, que afirma que a responsabilidade era de uma empresa terceirizada, vai recorrer.

Homens que trabalhavam com reflorestamento numa fazenda da BRF em Iporã, no noroeste do Paraná, cumpriam jornada excessiva e viviam em alojamentos em condições precárias, até mesmo com água contaminada, segundo o Ministério Público do Trabalho.

Grandes indústrias como a BRF costumam manter atividades de reflorestamento para manter caldeiras ou fornos que dependam de lenha.

A situação foi denunciada em 2012. Havia 15 trabalhadores na fazenda.

Na ação, a BRF argumenta que o serviço era feito por empresa terceirizada. A Justiça do Trabalho, porém, entendeu que a companhia teve responsabilidade solidária no caso.

A indenização de R$ 1 milhão, caso mantida, será paga por danos morais coletivos, e destinada à compra de veículos e equipamentos para a fiscalização de atividades rurais pelo Ministério do Trabalho.

OUTRO LADO

Em nota, a BRF negou “veementemente” que tenha tomado conhecimento das práticas denunciadas pela Procuradoria do Trabalho e diz que as acusações devem ser feitas à empresa terceirizada, e não a ela.

“A companhia não tolera qualquer tipo de tratamento inadequado, não praticou ou participou de qualquer ato irregular e já recorreu da decisão, confiando no Poder Judiciário”, afirma a nota.

Fonte: Folha Online

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