46% não esperam contar com Previdência

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O brasileiro que ainda não se aposentou espera contar menos com a previdência pública em sua velhice do que quem já recebe o benefício.

Pesquisa inédita encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que 46% dos brasileiros afirmam que não contarão em nada com o INSS para se manter na velhice.

Dos entrevistados, 13% acreditam que, para garantir o sustento na terceira idade, vão ter que trabalhar. Outros 10% esperam contar exclusivamente com recursos próprios, como rendimento de poupança e aluguéis.

A expectativa de sustento dos que ainda não se aposentaram contrasta com a realidade atual. Entre os brasileiros aposentados que participaram da sondagem, somente 15% afirmaram se sustentar apenas com outras fontes de rendimento que não fosse a aposentadoria do INSS.

Segundo a pesquisa, 82% recebem o benefício e, dentro desse universo, 3 em cada 4 dizem viver exclusivamente dele (ou 59% do total em idade para se aposentar).

LIMITE À VISTA

Para Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI, o brasileiro não está abrindo mão do benefício, mas enxergando o limite do sistema.

Segundo ele, o nível educacional da população aumentou, e o acesso a outras formas de aposentadoria, como a previdência privada, foi facilitado nos últimos anos.

Entre os brasileiros com educação superior que ainda não se aposentaram, 36% pretendem dispor da renda de recursos próprios para bancar a vida na velhice e 18% do complemento de uma previdência privada.

Foram entrevistados para a pesquisa 2.002 pessoas, de todos os matizes sociais, que contribuem ou não para a Previdência Social. O levantamento foi feito entre 13 e 15 de junho, em 142 cidades.

Entre os brasileiros que ainda não se aposentaram, 58% contribuem para o INSS, seja como empregado de carteira assinada (40%), autônomo (15%) ou empresário (3%). Os dados são compatíveis com o percentual dos que esperam se aposentar pelo INSS (54%, na pesquisa).

CORTES

Para Castelo Branco, é saudável que o brasileiro faça provisões complementares e suplementares à previdência pública, o que teria efeito positivo na redução de gastos.

Esse movimento elevaria a poupança do país, deixando margem para aumentar as taxas de investimento. “Reforma da Previdência tem duplo papel: usar recursos da Previdência para alavancar investimento e possibilitar mais crescimento”, afirma.

A reforma voltou com mais força à agenda política após a sinalização da presidente Dilma Rousseff de que será preciso enxugar despesas da Previdência no esforço de pôr as contas públicas no azul.

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Fonte: Folha Online

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